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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Um dia, alguém perde a paciência...

Carlos Zorrinho diz, a propósito da aquisição de quatro viaturas (custeadas pelo orçamento da AR) pelo grupo parlamentar do PS, que a Democracia tem custos. Francisco Assis, também do mesmo partido, pergunta se o presidente do grupo parlamentar deve andar de Clio...
Vamos deixar de lado a publicidade que Assis fez ao novo Clio e focar-nos noutro ponto: o que é que estas declarações (há gente noutros partidos a dizer coisas parecidas…) revelam? Isso mesmo: uma grande falta de tino. Vejamos: a Democracia tem custos? Claro. Mas esses custos devem ser tão mais baixos quanto as dificuldades sentidas pelos cidadãos. Ora fazer estas declarações numa semana em que os portugueses levaram pela goela abaixo uma aviltante subida de impostos é gozar com as pessoas. Porque não se percebe qual a relação entre a Democracia e um Audi A5 e três VW Passat. E não se entende por que a utilização de um Clio atira os parentes do presidente de um grupo parlamentar para a lama…

Tenho passado os últimos meses a explicar aos muitos leitores, ouvintes e telespectadores que me escrevem que salários, automóveis, subsídios de deslocação e outras "mordomias" dos políticos são uma gota de água no oceano da despesa pública. E que pouca diferença fazem no total. Mas política não se faz apenas de números. Faz-se de exemplos. Porque são os exemplos que fazem a "cola" que forja o consenso social. Consenso que ajuda a enfrentar os sacrifícios dolorosos que o país está a fazer. Não perceber isto, e fazer brincadeiras idiotas com Audis, VWs e Renault Clios, é mostrar que a classe política não aprendeu nada com os erros dos últimos anos. E um dia alguém sova um político.


camilolourenco@gmail.com

domingo, 6 de maio de 2012

dia da mãe

na mouche (click na imagem)

sábado, 20 de novembro de 2010

gosto!


a primeira vez que liguei aos baby blues, foi quando a minha sobrinha nasceu. ofereci o 1.º livro da coleção ao meu cunhado que tinha a mania de dizer que a vida dele tinha acabado! não aprendeu porque repetiu o final da sua vida!
entretanto comecei a comprar a saga desta familia para mim, e hoje sou viciada. adoro estas tiras! são tão verdadeiras. tão sem rodeios. arrancam com cada gargalhada... é mesmo de ler

quarta-feira, 27 de maio de 2009

absolutamente delicioso

adoro ler este livro à minha filha. as aguarelas são lindas! mas os que gosto mesmo, mesmo mesmo é:
  1. ouvir o n a contar-lhe a história, porque ele imprime os medos do simão e o sono/aborrecimento/paciência da stella de forma majestosa
  2. ouvir a r recontar a história, página a página atenta aos pormenores

agora quero comprar-lhe este para o dia da criança!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

era para 'escrever' este texto após a ceia de Natal

mas afinal já alguem o tinha feito:
“A essência da vida são os outros. A nossa época é-lhe contrária por várias estupidezes. As pessoas vangloriam-se de ser independentes, individualistas, auto-suficientes, egocêntricas, únicas, solitárias, livres. Dizem: “Quero lá saber o que os outros pensam! “ sem perceber a terrível vaidade que isso implica.
Para ter uma noção do pouco que valemos, basta subtrair ao que somos o que aprendemos, o que lemos, o que vivemos com os outros. É só ver o que fica. Coisa pouca. Sozinho quase ninguém é quase nada. È somente juntos que podemos ser alguma coisa. A verdade é que devemos tudo a quem já deu, já morreu, já disse, já escreveu. E a nossa felicidade devêmo-la, não a nós próprios, mas a quem vive ou viveu ao pé de nós. Será isso o que custa tanto a aceitar?
Nascemos dentro de um mundo cheio de hábitos, de conhecimentos e de poesia. Com a papa feita. Tudo existe sem o nosso esforço. Tudo já lá está antes da ideia que temos, da iniciativa que tomamos. Temos literaturas, Histórias, línguas, regras sociais, tecnológicas. Uma bela herança, feita das coisas que os outros nos deixaram. Não foi por serem generosos – foi por viverem connosco. Os outros são a nossa vingança, a nossa moralidade, a nossa inibição.
No pouco tempo em que vivemos e trabalhamos, limitamo-nos a acrescentar um ponto ou outro à soma que já existe. Um dia morremos. A morte é o preço que se paga pelo facto de vivermos tão facilmente. Pelo facto de não termos que inventar a língua que se fala, de não escrevermos os livros que se lêem, de não fazermos o pão que se come, de não sermos obrigados a estabelecer e a negociar as regras com que se vive.
Os outros são a sorte que nos cabe, são o azar que nos calha. São o nosso último recurso e a nossa primeira obrigação. Esta é a essência da sociedade. Enriquecemos quando os outros são ricos, empobrecemos quando eles são pobres. Deixemo-nos de betices. O sentimento mais importante de todos é a solidariedade. (…)
Posso dizer uma verdade? A minha maior qualidade é o meu Amor, é a minha família, são os meus amigos, é a minha pátria, são os meus colegas. São os meus antepassados, são os exemplos que me deram, são os meus livros. Eis a essência da minha vida, de qualquer vida: a minha maior qualidade são os outros. É esta a maior qualidade de qualquer outra pessoa.
A minha maior qualidade é depender dos outros, é preocupar-me com o que pensam, é ser influenciado pelo que dizem. Eu não sou quase ninguém. Eu sou só um. Os outros são quase tudo. São quase todos. A minha maior qualidade é não querer, saber que não posso safar-me sozinho. É sentir-me sozinho quando estou sozinho, preso pelo amor que me prende. É sentir-me incompleto. Os outros dão-me vida. A minha maior preocupação é conhecê-los, servi-los, conservá-los, merecê-los.
A essência da vida está fora de nós. Está nos outros todos juntos, sem lugar, sem tempo, sem saber como. A única coisa que temos é o Amor “.

é de Miguel Esteves Cardoso.
In “ O independente “, caderno 3, de 10/ 8/1990

é pena que algumas pessoas façam da petulancia e da soberba essência e lema de vida

quarta-feira, 4 de junho de 2008

os que sucumbem e os que se calam

já passaram vários anos desde que o meu amigo Odracir me 'apresentou' Primo Levi. gostei bastante daquela aridez e secura... não estava habituada áquilo e julgo que só mesmo um homem conseguiria fazer um relato tão descarnado.
resolvi voltar, sem nem saber porquê.... passei por 'os que sucumbem e os que se calam' escrito já 40 anos após 'se isto é um homem' e não resisti... ainda bem. a lucidez mantem-se. está a saber muito bem.


PS) obrigada Odracir

quinta-feira, 15 de maio de 2008

hã?!

'Estava convencido de que não estava a violar nenhuma lei, nem nenhum regulamento' José Sócrates...
quer-me parecer que afinal o senhor não sabe ler, nem escrever... só não digo que assina de cruz porque a Lei n.º 37/2007 de 14 de Agosto foi assinada por outro.
Já agora:

Artigo 4.º
Proibição de fumar em determinados locais
2 — É ainda proibido fumar nos veículos afectos aos
transportes públicos urbanos, suburbanos e interurbanos
de passageiros, bem como nos transportes rodoviários,
ferroviários, aéreos, marítimos e fluviais, nos serviços
expressos, turísticos e de aluguer, nos táxis, ambulâncias,
veículos de transporte de doentes e teleféricos....
já agora andam distraídos ou querem distrair-nos com o quê? façam o Sr. pagar a multa e acabem com esta treta, porque entretanto aumentou a gasolina, a economia está em abrandamento desde Dezembro do ano passado, e vão aumentar os transportes em 6%... não, não é aumento da frota, é aumento do que se paga para andar enlatado!

quarta-feira, 7 de maio de 2008

tá explicado porque é que as vacas andam loucas

queriam o quê?
extraído da página 20506 do DR.



quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

lê uma historinha à raquel

Rgave mesmo é o trigo estar cada vez mais caro.



quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

aqui vai

numa manhã de 1945 Daniel Sempere, de 11 anos, está triste por não conseguir mais lembrar-se do rosto da mãe já morta.
ao ver o filho triste o pai leva-o a um lugar misterioso, oculto no coração da cidade velha: o Cemitério dos Livros Esquecidos. o lugar, conhecido de poucos barceloneses, é uma biblioteca secreta e labiríntica que funciona como depósito para obras abandonadas pelo mundo, à espera de que alguém as descubra. aí, Daniel encontra um livro, a sombra do vento, que muda o rumo da sua vida e o arrasta para um labirinto de intrigas e segredos enterrados na alma obscura de Barcelona...

apetitoso, não?

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

muito sinceramente


uma preciosidade!
no mínimo sedutor....