O nosso amor chega sempre ao fim Tu velhinha com o teu ar ruim E eu velhinho a sair porta fora Mas de amanhã algo estranho acontece Tu gaiata vens da catequese E eu gaiato a correr da escola Mesmo evitando tudo se repete O encontrão, a queda, e a dor no pé que O teu sorriso sempre me consola
No nosso amor tudo continua O primeiro beijo e a luz da lua O casamento e o sol de janeiro Vem a Joana, a Clara e o Martim Surge a pituxa, a laica e o bobi E uma ruga a espreitar ao espelho Com a artrite, a hérnia e a muleta Tu confundes o nome da neta E eu não sei onde pus o dinheiro
O nosso amor chega sempre aqui Ao instante de eu olhar pra ti Com ar de cordeirinho penitente Mas nem te lembras bem o que é que eu fiz E eu com isto também me esqueci Mas contigo sinto-me contente Penduro o sobretudo no cabide Visto o pijama e junto-me a ti de Sorriso meigo e atrevidamente
Ao teu pé frio, encosto o meu quentinho E adormecendo lá digo baixinho Eu vivia tudo novamente
cheguei a casa agora vinda do médico... consulta pós-operatória!
foi-me retirado o tampão!
o médico cirurgião é uma simpática e bem disposta pessoa. ao retirá-lo disse-me "agora vou falar baixinho" com um sorriso enorme e expectante da minha reação. achei muito simpática a postura dele!
beeemmm, e o que eu ouço... assustador. é, é. apanho com cada cagaço que só visto!
:)
já faz algum tempo que por aqui não deixo nada.
a vidinha por estas bandas tem sido uma roda viva.
depois de um fim/inicio de ano "sempre em festa", fui tratar de um dos meus desejos. na realidade, já estava tudo mais ou menos tratado. com o fim da amamentação e com uma perda auditiva susbstancial no ouvido esquerdo, restava-me a operação... até porque a parte óssea está já afetada e essa, amigos, não se recupera.
mas em vez de mais de 70% de perda auditiva fico-me pelos cerca de 30%. uma melhoria, portanto!
a unica condição ela passarem-se os anos da pevide I e os meu próprio aniversário. posto isto, dia 13 fui à faca!
já ouço muito melhor! ainda não tenho bem a noção completa, pois tenho um tampão que só será retirado no final desta semana.
com esta operação realizei que somos uma máquina fabulosa. com esta mexida no ouvido, foi-me substituido o osso mais pequeno que temos: o estribo. coisinha do tipo substituição de peças!!! :) agora tenho um estribo em teflon! hãããã, coisa chique!
o pós-operatório é lixado, para não dizer f...lixado! o que uma pessoa vomita, sem ter nada no estomago, não está escrito em lado nenhum. que desassossego! e tonturas?!?! uuuuiiiiiii!
do mais horrivel que há. a cada soluço, ou arroto parece que se leva, literalmente, um pontapé na cabeça, sério. a sensação é que a cabeça abana uns bons 20/30cm de um lado para o outro. é estranhissimo! e, ou estando sentada agarro-me ao sofá como se não houvesse amanhã, ou estando de pé agarro-me ao que apanho, como se não houvesse amanhã, ou estando entre uma coisa e outra agarro-me... como se não houvesse amanhã!
estes tremores de terra internos lembram-me cenas de desenho animado!
mais coisas...
tomar banhoca: sentadinha numa cadeira, nada de movimentos bruscos, tudo em slow mode.
conduzir: nada! esperar pelo menos até à consulta.
andar: devagar e sem movimentos bruscos... nada de baixar, levantar, correr (até porque me vou estatelar no meio do chão.
passar da posição deitada para levantada: uôôôôô, bem devagarinho e agarradinha, que parece que vou cair da cama abaixo.
comer: o resultado nem sempre pode ser o melhor, pelo que tenho uns amiguinhos fofinhos sempre comigo: saquinho para vomitar!
parece que é tudo.
ah, se estou feliz? estou, muito! porque não perceber bem de onde os sons vêm, ou perceber coisas trocadas, como aconteceu no meu ultimo almoço com os colegas de trabalho... às tantas após uma boa gargalhada, disseram-me que estava mesmo a precisar de ir à faca! custa-me quando a cria que quer dizer segredos e fala para o ouvido avariado, e quero que isso passe.
além de que ficar, aos 40, como estes dois... poupem-me!